DEBATE: "Porto Central -
Problemas e Oportunidades"
Prof. Rio
Fernandes
Planeamento
– Urbano/Urbanismo
· planear em tempo de incerteza
· planear cada vez mais à medida, articulação com os locais e
tendo em conta a realidade
Geografia
Intervenção
Porto central
· território centro histórico
· baixa (no caso do Porto alta)
· lado Oriental e Ocidental
Morro da Sé
– morro da Vitória – Bombarda – S. Vitor
Geografia
de pormenor entre as frentes e as traseiras
Diferenças
entre as ruas mais percorridas e do moradores
História
Cidade
consolidada e de visão feita de modo diferente para a mesma realidade
Hoje uma
visão mais conservadora, mais de regeneração
Económica
Falta de
dinheiro
Como fazer
sem estar à espera do Estado
Como
regenerar o Porto Central
Fim da
subsidio dependência
Fim da
entrada de dinheiro
Como pomos
o mercado a funcionar?
Deitar
abaixo?
Reabilitar?
Regenerar?
recuperação
de fachada?
Recuperar
para quem?
Gentrificar?
Socialmente
O que
queremos?
Apoiar os
mais frágeis?
Como se faz
a mistura entre ricos e pobres?
A solução
passa pela Geografia – Reinventar os lugares
Dr. Rui
Moreira
A
regeneração deveria ter começado em Portugal no final dos anos 80
A dispersão
da cidade era mais contida
Havia mais
dinheiro
O stock de
casas próprias não era tão elevado
Quando
chegou a ideia de reabilitação já estávamos numa situação muito débil
Reabilitação
CRUARB – pós 25 de abril mas sem dimensão e meios necessários para conter o que
vinha acontecendo
· esvaziamento decorrente do apoio das
autarquias circundantes
· lei do arrendamento estagnou o
mercado
· atividade portuária que se perde
violentamente a partir da década de 60/70
O
esvaziamento decorre da perda das atividades portuárias e serviços ligados a
estas no centro do Porto
Quando
surgiu a ideia de regeneração começou-se pelo, centro histórico (mais
difícil)/ser património Mundial
Processo muito
delicado quer em termos de edificado quer em termos de pessoas
· Caro
· Financiamento difícil
Investimento
no espaço público:
Está
relativamente bem equipado para os visitantes
Para as
pessoas que aí vivem não funciona bem:
· Falta de infra-estruturas
· Cumprir com salvaguarda do
património
· Imponderáveis (arqueólogos)/não se
sabe o que vai acontecer
· Falta de segurança (falta
policiamento a pé)
·
A atual
intervenção está a ser feita tendo por base estas condicionantes
Relativamente
ao morro do Sé tem sido feita alguma coisa a nível de habitação social mas
pouco
É
necessário um pouco de investimento público como semente para o privado
Articulação
entre as Câmaras limítrofes pois todos
usufruem do benefício da reabilitação
(os turistas
vêm ao centro histórico mas pernoitam e visitam também os concelhos limítrofes
o que é para eles um benefício)
Devíamos
compreender o Porto como uma cidade Aeroportuária
Arqtº
Correia Fernandes
É sempre
bom revisitar o que existe em termos de experiência
Há que
compreender a memória coletiva
A
regeneração caminha mais no sentido da destruição do que na conservação do
existente (deitar abaixo o que está mal e construir de novo)
Trazer
pessoas para o centro está relacionado com:
· Território
· Atrair os de maior mobilidade (Erasmus,
turistas etc...), pois as suas necessidades são simples basta-lhes um quarto
pois a maior parte do tempo é passado no espaço público
Maior investimento
no espaço público
O conceito
de rua com a vinda do automóvel transforma-se em espaço de circulação
Os maiores
inimigos da cidade:
· Vialistas – tudo em função das vias
· Ruralistas – a cidade é uma
desgraça, o campo é que é bom
Urbanita –
o que vive e gosta de viver a cidade
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