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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Geografia do Porto - Debate


DEBATE: "Porto Central - Problemas e Oportunidades"

Prof. Rio Fernandes

Planeamento – Urbano/Urbanismo
·       planear em tempo de incerteza
·       planear cada vez mais à medida, articulação com os locais e tendo em conta a realidade

Geografia

Intervenção Porto central
·       território centro histórico
·       baixa (no caso do Porto alta)
·       lado Oriental e Ocidental

Morro da Sé – morro da Vitória – Bombarda – S. Vitor

Geografia de pormenor entre as frentes e as traseiras
Diferenças entre as ruas mais percorridas e do moradores

História

Cidade consolidada e de visão feita de modo diferente para a mesma realidade
Hoje uma visão mais conservadora, mais de regeneração

Económica

Falta de dinheiro
Como fazer sem estar à espera do Estado
Como regenerar o Porto Central

Fim da subsidio dependência
Fim da entrada de dinheiro

Como pomos o mercado a funcionar?
Deitar abaixo?
Reabilitar?
Regenerar?
recuperação de fachada?
Recuperar para quem?
Gentrificar?

Socialmente

O que queremos?
Apoiar os mais frágeis?
Como se faz a mistura entre ricos e pobres?

A solução passa pela Geografia – Reinventar os lugares

Dr. Rui Moreira

A regeneração deveria ter começado em Portugal no final dos anos 80
A dispersão da cidade era mais contida
Havia mais dinheiro
O stock de casas próprias não era tão elevado

Quando chegou a ideia de reabilitação já estávamos numa situação muito débil

Reabilitação CRUARB – pós 25 de abril mas sem dimensão e meios necessários para conter o que vinha acontecendo
·       esvaziamento decorrente do apoio das autarquias circundantes
·       lei do arrendamento estagnou o mercado
·       atividade portuária que se perde violentamente a partir da década de 60/70

O esvaziamento decorre da perda das atividades portuárias e serviços ligados a estas no centro do Porto

Quando surgiu a ideia de regeneração começou-se pelo, centro histórico (mais difícil)/ser património Mundial

Processo muito delicado quer em termos de edificado quer em termos de pessoas
·       Caro
·       Financiamento difícil

Investimento no espaço público:

Está relativamente bem equipado para os visitantes
Para as pessoas que aí vivem não funciona bem:
·       Falta de infra-estruturas
·       Cumprir com salvaguarda do património
·       Imponderáveis (arqueólogos)/não se sabe o que vai acontecer
·       Falta de segurança (falta policiamento a pé)
·        
A atual intervenção está a ser feita tendo por base estas condicionantes

Relativamente ao morro do Sé tem sido feita alguma coisa a nível de habitação social mas pouco

É necessário um pouco de investimento público como semente para o privado

Articulação entre as Câmaras limítrofes pois todos  usufruem do benefício da reabilitação
(os turistas vêm ao centro histórico mas pernoitam e visitam também os concelhos limítrofes o que é para eles um benefício)
Devíamos compreender o Porto como uma cidade Aeroportuária

Arqtº Correia Fernandes

É sempre bom revisitar o que existe em termos de experiência
Há que compreender a memória coletiva
A regeneração caminha mais no sentido da destruição do que na conservação do existente (deitar abaixo o que está mal e construir de novo)

Trazer pessoas para o centro está relacionado com:
·       Território
·       Atrair os de maior mobilidade (Erasmus, turistas etc...), pois as suas necessidades são simples basta-lhes um quarto pois a maior parte do tempo é passado no espaço público

Maior investimento no espaço público

O conceito de rua com a vinda do automóvel transforma-se em espaço de circulação

Os maiores inimigos da cidade:
·       Vialistas – tudo em função das vias
·       Ruralistas – a cidade é uma desgraça, o campo é que é bom

Urbanita – o que vive e gosta de viver a cidade

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