Custom Search

terça-feira, 12 de junho de 2012

Geografia do Porto

Urbanismo


Passagem do Sé. XIX para o XX acompanhada de:

Grandes transformações no final Séc. XIX
·      Crescimento populacional
·      Transportes
·      Ligação à envolvente

Não há um plano geral para a cidade do porto mas há um conjunto de planos/desenhos para a cidade
Crescimento sem e com planeamento (público e privado – desenhos de terrenos que indica planeamento “intensão”
Definição de mancha urbana radial

Ocidente
Foz Velha:
·      Área de fixação muito antiga
·      Autónoma (pertença do Mosteiro de Santo Tirso)
·      Algumas vezes foi município
·      Plano geomórfico

Nos finais do Séc. XIX verifica-se um grande crescimento e consequentemente uma expansão para a Foz Nova,  essencialmente decorrente do aumento da mobilidade.

Foz Nova
·      Ligada aos ingleses
·      Litoral
·      Proximidade ao mar é valorizada
·      Plano ortogonal

Monumentalização do centro
Engrandecimento das áreas centrais

Propostas para a Av. dos Aliados:

Carlos Pezarat
Barry Parker (ganha)
O urbanismo vai ser cumprido mas a Aqtª não

Nos finais do Séc. XIX a Praça da Liberdade é o centro do Porto

Aqtª e Urbanismo a fazer o centro:

Elísio de Melo:
·      Av. dos Aliados
·      Rua Sá da Bandeira
·      Mercado do Bolhão
·      Quarteirão das Carmelitas (prédios com dimensão de quarteirões)

Em 1932 Ezequiel de campos propõe um conjunto de intervenções

Em 1937 Giovanni Muzio propõe abrir uma rua entre a CMP e a Sé (devido à guerra e consequentes dificuldades económicas os desenhos não se concretizam)

Em 1942 Marcelo Piacentinni

No final dos anos 60 temos a conclusão do centro com:
·      Final de Sá da Bandeira
·      Rua de Ceuta
·      Praça Filipa de Lencastre

Vigora até aos anos 60 a ideia de que a cidade antiga é inadequada à qualidade de vida das pessoas

Nos anos 60 a área central esgota a sua capacidade física, hoje para se inovar tem de se destruir

CRUARB – surge na sequência de um movimento que defende a reabilitação e requalificação dos edifícios
Ligado ao Estado desde 74 a 83 e de 83 a 2003 sob a alçada do município

FDZH 1996 (reabilitação social) que visa a:
·      Criação de emprego
·      Cresces
·      Lavandaria comunitária

1996 - Intervenção no Morro da Sé

Num território especifico convergem investimentos em várias dimensões: arquitetura, família, saneamento ... (intervenção social e económica)
Intervenção integrada

2004 - extinsão do CRUARB

Em 2004 nasce a SRU – 60% Estado e 40% Município
Tem como meios/oportunidades o PRU e o BEI

Planeamento para a cidade

1932 – Ezequiel de Campos
Planeamento – mapa com ruas, estradas e regulamento

1937 – Giovanni Muzio
Planeamento centrado nas vias (vias de ligação radial)

1952 – Antão de Almeida Garrett
A cidade hierarquizada, o automóvel e os equipamentos
Zonamento (adoção dos princípios da carta de Atenas)
Zona Industrial – Campanhã, Ramalde
Via Norte
Unidades de vizinhança (escola, correios em núcleos da cidade)

1962 – Robert Auzelle
Plano Diretor Municipal do Porto
Centrado nas ideias do urbanismo da Carta de Atenas:
·      Zonamento
·      Equipamentos
·      Cemitérios
·      Parques de estacionamento
·      Grandes edifícios (Gonçalo Cristovão)

Dois centros secundários Foco (primeiro centro comercial) e Antas (equipamentos de lazer)

Na baixa só podia haver residência a 25%
Aprovado o mapa mas não o regulamento

1989 – Duarte Castel-Branco
equipa multidisciplinar
·      Fechar a VCI (peça fundamental)
·      Sistema de fecho a nível regional
·      ideia de anel inteiro que nunca foi feito
·      unidades de ordenamento (área + ou – aproximadas em dimensão e população)
·      áreas de proteção (para haver obras só com aprovação)
·      COS – coeficiente de ocupação do solo

A democratizaçãoo dos PDM’s, PU’s e PP’s

PDM 2004 – Manuel Sá, Lameira e Babo

Residência e quest um marco na medida em que rofisser tro da muralha mas ao mesmo tempo longe, Morro da Vitões Sócio-Económicas

Residência

·      Não sendo exclusivamente residentes nas cidades este é um ponto a ter em conta
·      O porto há muito tempo que é um lugar de residência
·      As pessoas fixam-se construindo casas
·      As primeiras casas terão surgido no alto do morro da Sé

As pessoas fixam-se de qualquer forma? Não

Dentro da muralha:

·      Hierarquia superior
·      Economico
·      Social
·      Definido

Fora da muralha:

·      Hierarquia inferior
·      Não definido

1ª fase – primeira muralha – castreja/romana
·      dentro/fora da muralha
2ª fase – segunda muralha  - Afonsina
·      Espaço de residência fora da muralha, antes de esta ter sido construída, tinha um sentido depreciativo
·      Diferenças religiosas ( Judiaria – No caso do Porto a mesma situava-se dentro da muralha mas ao mesmo tempo longe, Morro da Vitória)

Sócio profissional – Pré industrial

Os ofícios organizavam-se por ruas:
·      Caldeireiros
·      Ourives
·      Sapateiros

Ruas especializadas onde era mais fácil:
·      Cobrar impostos
·      Comprar
·      Passagem do saber

Existia uma diferenciação ligada às atividades económicas e não a nível sócio-economico
Continuidade entre: Residir – fazer – vender
Agrupamentos baseados nas profissões
Separação residencial era feita entre a localização da nobreza ou clero (espaços autónomos, separados)
Segregação vertical: loja – 1º andar dono – por último os aprendizes

A revolução industrial é um marco na medida em como as coisas passam a ser:

Antes:
·      Nobres
·      clero
·      o resto das pessoas

Depois:
·      forte crescimento urbano;
·      crescimento em mancha de óleo (vai aglomerando os povoados circundantes);
·      afirmação das fábricas (ocupam espaços mais envolventes)
·      Construção de quase pequenas cidades operárias (ex. Bairro Herculano ou Efanor)
·      Novas formas de ocupação social

O enorme crescimento da população do porto no Séc. XIX leva às “Colmeias” e “Ilhas”

Colmeias:
·      Forma de alojamento
·      Ocupação de velhos edifícios da cidade
·      Sobre ocupação dos edifícios (ocupação como abelhas em cortiços)
·      Finais do Séc. XIX até anos 70 do Sé. XX

Ilhas:
·      Solução de construção de pequena dimensão
·      Fila perpendicular à rua
·      Quintais da pequena burguesia
·      Baratas
·      Fácil acesso à industria (situadas na cidade)

A população do Porto quase que duplica entre 1864 e 1900
 Maior densidade nas freguesias mais antigas

Ilhas  - Problema

·      1899 – Peste bubónica no Porto
·      focos coincidem com as ilhas (espaços insalubres)
·      lugar propicio à disseminação de doenças
·      Governo central decreta cordão sanitário  para isolar o foco
·      Correntes e higiénismo (haussman)

Erradicar as ilhas foi uma opção política, iniciativas
·      Bairros Operários (1ª República)
·      Bairros do Comércio do Porto (filantrópica, cada um dava o que podia, 4 núcleos de baixo custo)
·      Bairros económicos ( Estado, moradias geminadas, renda resolúvel, maior ocupação classe média baixa)

Contudo o problema da habitação prolonga-se

Carta de Atenas  - “Máquinas de habitação” (Corbousier)

·      Muitas casas
·      Baratas
·      Concentração
·      Espaço lazer comum

Cooperativas a partir de 1974 – movimento cooperativo de habitação que substitui o Estado anos 70/80

A partir dos anos 80/90 promoção da aquisição de casa própria apoiada pelo Estado e levada a cabo pelos bancos

Problemas:
·      Construção clandestina
·      Colmeias (o Estado  não intervém)
·      Ilhas (o Estado intervém)

PER – habitação social para alojar pessoas de casas clandestinas (maior incidência no Porto e Lisboa)

Fundo de Fomento da Habitação – bairros de habitação pós 25 de Abril

O acesso à habitação própria promoveu o crescimento das periferias levando a processos de suburbanização

No processo de diversificação de soluções residências também se altera o mosaico social:

·      Colmeias – perde
·      Ilhas – perde
·      Mercado de aluguer pequeno/deficiente
·      Mercado de habitação própria muito significativo

As dinâmicas atuais apontam para uma auto-segregação:
·      Os muito ricos cada vem mais em “pequenos pedaços” da cidade

Mosaico social, áreas de:
·      Gente rica / Pobre
·      Velhos / Novos
·      Origem / Cultura / Poder de compra

Agricultura e Pescas

Do ponto de vista económico a agricultura na cidade do Porto não tem grande expressividade, os campos herdados
A agricultura é encarada como:
·      atividade de lazer (anti stress)
·      complemento  (ponto de vista económico)
·      pedagógica (ensino, educacional)
·      intensiva (de mercado nas proximidades do Porto)

Pesca com grande importância quer no mar quer no rio:
Póvoas piscatórias (Foz, Póvoa, Afurada)
Rio (Valbom, Foz do Sousa, ao longo do Douro)

Matosinhos:  ( a pesca é muito importante)
·      Industria
·      Restaurantes
·      Emprego

Industria

Antes da Rev. Industrial:
·      Fabrico para vender ao consumidor final (ex. Cordas, tabaco)

Pós Rev. Industrial:
·      Grande aumento do número de fábricas e da sua dimensão
·      Aparecimento de zonas industriais à volta da cidade
·      Especialização fabril
       (ex. Campanhã-cereais, matosinhos-conservas, bonfim-texteis)

Nos princípios do Séc. XX Porto é considerada uma cidade industrial
Em 1943 a industria confunde-se com a cidade

No Séc. XX a cidade do Porto perde fábricas
Deslocalização para as novas periferias
Porto considerada uma cidade terciária

·      Novas soluções industrias nas periferias e com excelentes acessos
·      Industrias criativas incorporam muito saber e tornam-se cada vez mais serviços

Comércio

Revolução paralela à revolução industrial
Preocupação com higienização
Quase extinsão das feiras que são levadas para as periferias ( feiras muito importantes  até finais do Séc. XIX)
Construção de mercados: Bolhão, Anjo, Ferreira Borges, Marquês, Mercado do Peixe.
Os mercados ganham importância na cidade e numa altura em que o comércio é uma das atividades mais importantes
Os mercados a par do comércio fixo vai ajudar a definir centralidades
Praça central – Praça da Liberdade, lugar de centro social
Eixo comercial: Clérigos – Praça Liberdade – 31 de Janeiro

Muita da modernidade do Séc. XIX é trazida pelo comércio (novas lojas, preços fixos, horários)

1882 – comércio centrado entre a baixa e centro histórico, na baixa domina o comércios de artigos pessoais

1910 – Aumento da área central, alargamento do número de estabelecimentos comerciais

1938 - Aumento da área central, aumento de serviços ao consumidor, comércio democratiza-se pela cidade, presença em áreas mais povoadas

1972 – perda da baixa para as periferias, comércio alimentar mas também de bens pessoais

1991 – crescimento muito significativo de estabelecimentos na baixa e a Boavista surge já em destaque (nova centralidade)

·      Novas acessibilidades (Via Norte, Arrábida)
·      Exaustão da baixa (solos caros, difícil acesso)

Séc. XX novas centralidades – shopping
·      Grandes lugares de comércio
·      concentração de lojas

Afirmação da periferia – suburbanização

Porto  = metrópole policêntrica
Muitos centros, muitas periferias, para pessoas diferentes para coisas diferentes a horas diferentes









Sem comentários:

Enviar um comentário